"A um passo de meu próprio espírito
A um passo impossível de Deus.
Atenta ao real: aqui.
Aqui aconteço."
Orides Fontela
Juliana
Data Juliana: A data Juliana é utilizada principalmente pelos astrônomos como uma maneira de calcular facilmente o intervalo de tempo decorrido entre diferentes eventos astronômicos. A facilidade vem do fato de que não existem meses e anos na data juliana; ela consta apenas do número de dias solares médios decorridos desde o início da era Juliana, em 1 de janeiro de 4713 a.C.. O dia juliano muda sempre às 12 h TU.
“Ô piloto, pára aí que o deficiente audiovisual quer descer!”
(O filantropo rodoviário)
“Minha filha, hoje em dia, quem não estuda, não carrega nem penico!”
(Tia-avô de Sândalo, que conseguiu uma das melhores metáforas para a competição na modernidade. Só perde para a magnífica “tsunami de excrementos” pensada pela professora Consuelo.)
Encontrei amigos queridos
Foi a melhor solução e a única não planejada!

http://www.imdb.com/gallery/ss/0286244
Humanidade e Nobreza
Confusão, confusão, confusão na minha cabeça. Acho muito desconfortável ficar sem uma resposta, mas o que fazer quando parece que nadar no mar da especulação é a única saída? Especular, especular, especular. Gostaria de dar um basta, mas o que fazer quando a objetividade não é o meu escudo? Pensar, pensar, pensar. Minha cabeça dói. O que fazer quando "verdades" são soluções pueris e ridículas? Calar? Chorar? Fingir?
Estou com A Montanha Mágica ao lado do abajur. Talvez tangenciar uma experiência relativamente pior... Falso momento de calmaria! Grosso modo, o que faço é algo mais ou menos como "anteseledoqueeu", ou melhor, "nãofiqueassimtemgentepior". Que coisa! Nunca fiquei aliviada com esse tipo de pseudo-consolo! Sim, é vexatório e provavelmente não vai funcionar. Por enquanto, não pensei em nada mais eficaz.
Trilha sonora do post: Do You Want To - Franz Ferdinand
Alguém me lembrou hoje um pensamento de F. Nietzsche: É preciso ainda ter caos dentro de si, para dar vida à uma estrela dançarina.
DOIS QUILOS E MEIO
Seis da manhã. Eu acho que sou realmente uma pessoa estranha. Detesto acordar cedo e, no entanto, cá estou eu redigindo este texto. Deve ser porque ontem passei mal do fígado, o que me obrigou a tomar um dark boldo e a procurar o refúgio dos lençóis antes das dez da noite. Enfim, o que me assusta mais não é o fato de estar acordada bem cedinho, mas o fato de me levantar pensando na greve de fome do ex-governador Garotinho. Pode, gente? Pode.
Ninguém dá mole para o Garotinho. Dizem que ele quer aparecer, outros clamam para que ele desapareça. Até coroa de flores já chegou à sede do PMDB no centro do Rio! Diante desta situação, como se comportar? O que, afinal, está acontecendo? É tudo uma grande piada? O Michel Temer não concorda com a greve de fome, ontem ligou para A. Garotinho com o intuito de tentar dissuadi-lo. Resultado? Irredutível estava o ex-governador, diria o mestre Yoda.
- O dia em que alguém conseguir fazer isso (risos), acho que sou capaz de, sei lá, fazer alguma coisa improvável que agora eu não consigo imaginar o que poderia ser, mas que eu nunca faria em sã consciência (muito + risos).
Acho que é por conta disso que nunca poderei levar a sério nenhum candidato. Nenhum. “O corporativismo” está tão arraigado na máquina política, que qualquer plano de governo, por mais sincero que seja no papel, nunca o será plenamente na prática. Ninguém vai dar a cara pra bater, é mais confortável receber o mensalão, ora, ora.
O que isso tem a ver com o Garotinho? Tudo! Eu confesso: sou incapaz de acreditar neste ser. Por mais que eu concorde que não deveríamos mandar tanto dinheiro para fora do país, que devemos nos atentar para a recuperação do ensino público, que poderia funcionar como uma espécie de estimulante para resolução da questão social no Brasil (o que, acredito eu, seja o nosso maior problema), enfim, por mais que eu bata palmas para algumas medidas que ele pretende/pretenderia implantar no país, eu duvideôdó que ele realmente faça isso. Prefiro um discurso sincero, um discurso que eu pudesse tomar um pouco de ar e pensar: esta proposta é viável. A impressão que tenho é que estamos numa dança das cadeiras. Direita e esquerda mudam de lugar numa cadência diretamente proporcional à corrida para o Executivo.
Trilha sonora: (Jack Rabbit Slims Twist Contest) You Never Can Tell - Chuck Berry (Pulp Fiction)
Parte I - Freud, Rimbaud, Cecil Thiré e Eu
- Conte-me mais sobre seu sonho.
- Depois que fugi dos homens armados, cheguei num quarto escuro, mas aconchegante, um pouco parecido com o antigo quarto dos meus pais. Lá tinha uma pequena mesa, a madeira parecia um pouco frágil...
- Você tocou na madeira?
- Não! Tinha um homem embaixo da mesinha, um ator.
- Um ator?
- Sim, o Cecil Thiré, conhece?
- Conheço. Foi a primeira aparição dele no seu sonho?
- Foi, mas ele era uma figura familiar. A mesinha estava um pouco bamba, talvez por isso eu tenha achado que a madeira era frágil, mas tinha um homem embaixo dela...
- ... um homem familiar... Familiar por qual razão? Você pensou sobre essa cena?
- Pensei no sonho como um todo, não especificamente nessa cena. Mas aconteceu algo curioso...
- Conte-me.
- Nessa cena, eu estava como observadora.
- Observadora?
- Sim, eu estava a parte. Eu era espectadora da cena. Fazia e não fazia parte dela.
- Em qual circunstância você fazia parte da cena e em qual não fazia?
- Era tudo muito misturado... na verdade eu sentia a aflição do Cecil Thiré.
- Ele estava aflito por qual motivo? Ficou claro no sonho? Ele também fugia dos bandidos?
- Não! Ele... ele era eu! Eu sentia o que ele sentia, ou talvez ele sentisse o que eu sentia, fiquei um pouco confusa agora...
- Relaxe e pense por que você, de alguma forma, se viu na figura de um homem.
- Sim, é isso. Eu era ele. Mas ao mesmo tempo via o que acontecia de longe. A aflição que ele sentia era a minha aflição.
- Qual imagem você tem desse ator?
- Como assim?
- Se você pudesse associá-lo a um adjetivo, qual seria?
- Adjetivo...bobo. Hahahaha
- Por que bobo?
- Não sei, que coisa horrível! Estou envergonhada... por que raios acho o Cecil Thiré bobo?
- Qual o personagem que ele interpretou você acha mais, digamos, marcante?
- Não sei o nome de um personagem específico... gosto muito dele como ator, mas sou incapaz de lembrar um personagem que tenha me tocado... mas espere!
- Sim...
- Sim! Todos os personagens que mais ou menos me recordo eram bobalhões.
- Isso é uma pista interessante.
- Por quê?
- Pense numa variante da pergunta que eu fiz há alguns minutos: por que você em determinado momento de seu sonho, se viu na figura de um homem bobo?
(To be continued)
PÁSCOA
Das Postagens
Como nos últimos meses esse foi um assunto recorrente, eu vou esclarecer algumas coisas. Primeiramente, gostaria de agradecer as pessoas que lêem as banalidades que escrevo. Em segundo lugar, foi deveras gratificante descobrir que tenho leitores que sequer imaginava. E em último lugar, quero deixar claro que não tenho nenhum compromisso rígido com este blog, na verdade eu até que gostaria de escrever sempre, mas não consigo e não me imponho esta obrigação. Permitam-me uma outra observação decorrente de todas as anteriores: mesmo que eu não escreva com a assiduidade d’ outrora, eu sempre leio o blog dos meus leitores, ou antigos leitores. Se não teço qualquer comentário num texto é porque não me sinto impelida a fazê-lo, ou então acho que nada tenho a acrescentar ao que foi escrito. Obviamente que comentários são gratificantes, mesmo quando esculhambam o que foi escrito, porque cumprem o papel de interação entre o autor do texto, em algumas vezes apenas ao dono do blog, e o leitor. Mas como deu para perceber, não me sinto na obrigação de comentar textos. E acho que, na verdade, ninguém tem a obrigação de comentar algo que não queira. Mas como sei que para algumas pessoas, inclusive para queridos amigos blogueiros, comentários são de extrema importância, procuro fazer pelo menos com que saibam que li o texto, o que já é uma espécie de retorno. Em suma, acredito que o mais importante é que o escrito tenha vida para além da mão que escreve, mesmo sem gás néon.
De Fernanda Young
Foi uma heresia de minha parte dizer que o mais recente livro da Fernanda Young parecia uma prosa na vertical. Ocorreu que, nas primeiras palavras o livro soou tão pedante que imediatamente me impus uma resistência à leitura. Como hoje foi um dia de dor e reminiscências, dei uma chance a mim mesma e acolhi “Dores do Amor Romântico”. Sim, Fernanda, seu livro é um livro de Poesia. Sim, Fernanda, talvez só as mulheres contaminadas com essa praga do Homem Ocidental consigam entendê-lo. Como é engraçada a míopia dos amantes histéricos Sim, Fernanda, suas páginas poderiam ilustrar minha biografia. Como é engraçada a verdade que ninguém quer ouvir Sim, Fernanda, este livro precisa ser lacrado. Como é engraçada a vida, posto que é só isso Obrigada, Fernanda, por não me poupar.
Trilha Sonora: Imagina - Chico Buarque
Trilha Sonora2: Futuros Amantes - Chico Buarque
..."MINHA NADA MOLE VIDA"
Meu celular foi roubado. Como me sinto? Like an american idiot. Andar no centro da cidade do Rio de Janeiro de mochilinha nas costas e pensando na vida? Ferrei-me. O mão-leve, zaz! Dor financeira? Quase nenhuma, embora meu salário seja simbólico. A grande questão foi: como dei um mole desses? Whatever, acabei de chegar da delegacia, tive que registrar ocorrência, voltarei na terça-feira para pegar uma cópia do registro. É isso.
No mesmo dia do roubo, tinha ido ao ortopedista para verificar como “andava” meu pezinho. Tirei um raio-x de praxe e depois do resultado o médico deu uma risadinha e disse: “A fratura está consolidada”. Ele passou uma receita de homeopatia e mais uma série de fisioterapia, olhou novamente o laudo do raio-x e deu outra risadinha. Como sou muito curiosa também li o laudo. O que aconteceu? Dei uma risadinha.
Com vocês: “Meu pé esquerdo”
PÉ ESQUERDO
Fratura transversa da extremidade proximal do 5° metatarseano interessando a tuberosidade, com boa coaptação dos fragmentos associada à braquimetartasia do 4° pododáctilo esquerdo.
A critério clínico recomendado estudo comparativo dos pés com carga para descartamos a probabilidade do “sinal metatarseano” que poderá implicar no mesmo significado genético dado ao “sinal metacarpeano” e melhor avaliarmos o “Hallux valgus” e sua bilateralidade.
Decidi não ter outro celular.
Trilha sonora: Rebellion – Arcade Fire
Literatura Brasileira em 2050
Abaixo, um e-mail que recebi ontem.
VESTIBULAR 2050 - PROVA DE LITERATURA BRASILEIRA
1. Leia o trecho do poema abaixo e responda as questões:
"O JUMENTO E O CAVALINHO ELES NUNCA ANDAM SÓ QUANDO SAI PRA PASSEAR LEVAM A ÉGUA POCOTÓ"
(Eguinha Pocotó, Mc Serginho, 2003)
a) A forma adotada pelo autor do texto leva o leitor a uma reflexão crítica acerca de alguns elementos do estilo literário da época, ao mesmo tempo em que insere temáticas dotadas de valor universal. Assinale a passagem em que o autor expressa com maior intensidade este dualismo.
Identifique a figura de linguagem adotada.
b) Ao idelizar em um mesmo patamar, personagens que até o momento só haviam sido tratados com a devida separação de classes, coloca o autor o "jumento e o cavalinho" como uma paródia da realidade social do país na época. O brilhantismo desta visão crítica é destacado por expressões que para um leitor menos atento podem parecer erros gramaticais, mas que na verdade geraram uma nova aplicabilidade da língua portuguesa.
Identifique estes trechos e as inovações gramaticais por eles introduzidos.
c) Eleita como acompanhante nos passeios dos dois protagonistas, a Égua Pocotó rompe a solidão até então predominante no panorama urbano estabelecido. Mais do que um triângulo amoroso convencional, o autor atribui aos personagens um status que transcende a natureza metafísica convencional. Emerge então o caráter feminino, no auge de sua auto-afirmação como contraponto ao pansexualismo.
Descreva o papel da Égua Pocotó como elemento de instabilidade no equilíbrio social do início do século XXI.
d) O texto de Mc Serginho, precursor do movimento literário-cultural denominado pocotoismo, propõe uma nova métrica e abordagem ao texto poético. Alguns críticos da época chegaram a compará-lo à "pedra no caminho" de Drummond, um poeta de menor importância no século XX, injustiça revertida mais tarde com a identificação da sua efetiva quebra de paradigma literário.
Compare o estilo da obra de Mc Serginho com os autores clássicos do século XX e justifique a relevância de sua obra."
Será, meu povo? Confesso que fiquei um pouco preocupada...
infelizmente não consegui cumprir a promessa que fiz no texto anterior. o show começará em poucas horas, estou imobilizada e olhando pela janela a aglomeração de pessoas. todas querem os stones, eu inclusive. não consigo escrever sobre o disco, sorry, i'm so sorry. long live rock'n roll, invisible friends.
Limitações...

Sândalo fraturou a base do 5° metatarso. Não consegue andar sem a ajuda das muletas. Sândalo realizou que não é capaz psicologicamente de lidar com certas limitações. Mas como tudo na vida dela sempre se deu a fórceps, o gesso será, depois de algum tempo, transformado em apenas mais um peso, literalmente.
Quem nunca quebrou um osso não pode sequer ter idéia da dor que se sente. O raio-x mostrou duas pequenas linhas pretas que causam um incômodo absurdamente desproporcional ao que aparentemente seria um borrão, uma nódoa, não um osso quebrado no meu pé (#&$@%)!
O fato de estar
Uma outra conclusão que cheguei nesse período de inércia física é que eu devo ser uma pessoa muito chata e/ou muito má. Eu dei uma olhadela no meu antigo blog e vi que desde sempre estou reclamando da vida. Isso deve ter quase dois anos! Uma amiga disse que é falta de homem, ou, pelo menos, de um homem, digamos fixo, não fixo fica feio, um homem único, o homem. Alguém que preencha aquele vazio, sabem como é? Não um cara para satisfazer lampejos sexuais ou que figure como mero catalisador de carências. Mas um amigo, um amante, um cúmplice, aquele que te ouve, que briga, que pede perdão, que tem paciência com a sua TPM e ainda faz massagem nas suas costas. Até o meu gesso poderia se transformar numa boa desculpa para ficar juntinho, o gesso seria até algo bom, vejam só! Pois é, minha amiga tem razão.
A grande verdade é que é muito difícil hoje em dia encontrar alguém para dividir, ainda mais para uma pessoa pouco paciente como eu . Além do velho e conhecido medo do risco - que como disse Martha Medeiros na sua mais recente coluna na Revista de “O Globo” nada mais é do que... vida (!) - estamos eivados pela paranóia pós-moderna de tentar sair sempre na vantagem, uma vez que não há tempo (como não há, né gente!?). Fica aquela bobeirada de quem vai ceder primeiro, ou de quem “pega” mais, quem “pega” menos, enfim, no fundo, contudo o que todo mundo quer é alguém especial. Ou a gente tem medo, ou tem recalque. Both? Ou nos achamos tão importantes ao ponto de sequer imaginar que podemos levar um chifre, que podemos ser substituídos no coração de alguém? Ou será que ninguém presta, nem homem nem mulher? O pior é que ainda tem gente que cai na ingênua concepção de que a felicidade depende exclusivamente de uma outra pessoa, o estrago aí fica bem maior.
Posso garantir duas coisas: a primeira é que nossa felicidade só depende de nós mesmos e a segunda é que não dá pra ser feliz sozinho. O outro é fundamental, no entanto não é o único responsável por uma relação em que figuram duas pessoas. E se estou há tempos reclamando da vida é porque eu não fiz absolutamente nada para que viver valesse a pena. Restringi-me ao trivial, de quando em quando, teatro, cinema, (cinema realmente eu fui bastante porque sou apaixonada e a paixão é sempre excessiva) um barzinho aqui, outro acolá, boates eu realmente acredito que não gosto mais. Estudei, trabalhei, estudei e trabalhei. Vi TV aberta no domingo e seriados americanos no sábado. Sempre (plis!) ouvindo muita, muita musica, como estou fazendo agora ouvindo a “Bigger Bang” dos Stones (que nem é tão bigger). Vou comentar esse disquinho com calma antes do show (que eu, impossibilitada e revoltadíssima, não vou), prometo. Whatever, como desejar que coisas novas aconteçam se eu só vivi, grosso modo, o gasto?
Publicar isso é só o primeiro passo, ou melhor, o segundo passo. O primeiro foi assumir que a “culpada” pela vida blasé e monótona (for me, sure) que andava levando sou eu. E isso é um exercício de crueldade, sem dúvida.
O texto começou com uma idéia e terminou com outra. Deve ser a metafísica.
Trilha Sonora1: Let me Down Slow – The Rolling Stones
Trilha Sonora2: Start me Up – The Rolling Stones
EU DORMI O DOMINGO TODO!
Me deu uma vontade enorme de comer salada de frutas. Então, eu comprei 1 laranja, 1 maçã, 1 melancia, 1 manga, 1 mamão, 1 abacaxi, 1 cacho de uvas e 6 bananas. Fiz um saladão. Agora está pela metade a travessa.
Rolling Stones, 18 de fevereiro no Rio de Janeiro.
Gostei da atitude do Evo Morales. Aqui no Brasil deveria ser assim também. Para gerar emprego e dar um up grade na educação, por que não começar a cortar os gastos presidenciais pela metade? Aquele velho jatinho, lembram?, que de velho não tem nada, o troço é novinho, novinho, poderia muito bem não existir, em troca poderiamos construir não sei quantas escolas e abrir concursos publicos para professores. Ou então, o dinheiro poderia ser investido num efetivo combate a fome e a miséria garantindo, pelo menos, a distribuição regular de cestas básicas para a população menos, bem menos, favorecida.
Rolling Stones, 18 de fevereiro no Rio de Janeiro.
O Vasco tá perdendo demais, o Romário até que se esforça, mas não dá pra colocar todo o time dependendo do Baixinho, ainda mais agora na idade do lobo. Oliver Tsubasa é a solução!
Rolling Stones, 18 de fevereiro no Rio de Janeiro.
Vou para São Paulo na quarta-feira.
Rolling Stones, 18 de fevereiro no Rio de Janeiro.
1 - Enfim chegou 2006. Espero que neste ano a vida seja menos tirana comigo. Por isso, pretendo começar o (meu) ano sem pedidos, mas com agradecimentos e reconhecimentos. Em se tratando do meu blog, acredito que finalmente sairá do estado de coma (induzido, eu assumo) porque passarei a planejar a temática do meu texto com uma certa antecedência. Não sei que rumo tomará este espaço, mas, de fato, tomará algum. Whatever, começarei o ano com uma espécie de ODE às minhas paixões, a saber, Livros, Homens, Cinema, Música e Chocolate, não necessariamente nesta ordem.
2- A virada de 2005 para 2006 foi bastante engraçada. Avessa a comemorações, rompi o ano na praia, foi bem interessante, até antropologicamente falando. Trocando em miúdos, resolvi apelar para tudo: joguei uma rosa branca para Iemanjá, vesti uma roupa no mesmo tom da flor, comi uva com caroço, – detalhe, eu não gosto de uva - pulei sete ondas e ainda fui premiada com um banho de champanhe e outro de chuva. Sem falar nos devaneios etílicos que resultaram num portunhol muito do fuleiro e em Sândalo, Ustritto e duas amigas das minhas primas de São Paulo (Jupa and Keka) procurando Ernesto Guevara de
3 – Finalmente vi Manderlay. O filme foi exatamente o que eu esperava. Sem muita surpresa, mas com um enredo interessante e bem costurado. Somos colocados frente a frente com as lacunas políticas que fingimos obedecer, que fingimos aceitar e que acreditamos corretas. Contudo são apenas lacunas que como tal merecem revisão, não com o intuito de achar um culpado, mas sim soluções. Cenas bizarrescas, vaidades postas em xeque, atitudes inesperadas, o choque entre o condenável e o aceitável. Manderley coça. Acho que depois de ver cinco vezes Dogville, adquiri anticorpos contra as pegadinhas do Lars Von Trier. Dessa vez não chorei e tampouco saí atônita da sala de cinema, que, aliás, era quase só minha. A cena: Sândalo + 10 pessoas + um rapazinho lindo num cinema de mais de 700 lugares em pleno domingo.
4 - Tô cansada, trabalhei pra caramba. A ode fica para outro post.
5 – 20 de janeiro. Meu aniversário. 22 anos. Não quero comemorar. Quero descansar bastante. Quero pensar, repensar e pensar o meu ano, meus planos, minhas metas sem cair no abismo pós-moderno que manda suas perspectivas para p... que pariu! Talvez eu escreva um dia sobre isso... sobre essa bendita pós-modernidade, sobre a nossa geração que anda sobre cacos de vidro, que precisa de respostas imediatas e não sabe nem o porquê.
ponto e vírgula
O ano está acabando. O ano está acabando! Eu não desejo outra coisa, quero (muito mesmo) que o ano acabe. 2005 foi uma época da vida que eu poderia abstrair quase totalmente, uma ínfima parte desse ano tornar-se-á um pedaço de lembrança em mim.
Cheguei a cogitar a hipótese de que existiriam coisas e/ou pessoas que não nasceram para vingar, para dar certo. Estariam no mundo figurando como meros links para que outras coisas e/ou pessoas dessem certo, vingassem.
Será que a minha teoria da “aura kármica de fim de ano” se aplica quando o karma dura o ano inteiro? Ou será que, eivada pelos acontecimentos mais tristes, meu lado mais humano me impede de ver que aconteceram, sim, coisas muito boas? Não sei, não sei. Já é um hábito fazer uma nova visita ao ano quando este está para se findar. E só vejo fog londrino. Neste momento, por exemplo, meu pai está internado num hospital.
(...)
Talvez se eu pensar de uma forma pseudo-financeira, posso acreditar, para me sentir melhor, que o ano de 2005 foi uma espécie de compensação para os anos futuros. Eu aplico um montante de tristeza duma vez só para que nos próximos 10 anos, pelo menos, eu tenha (bom e considerável) desconto nos impostos.
Curiosidade: sabem quando me toquei que as coisas não estavam boas? Quando deixei de ir ao cinema. Fiquei muito, muito tempo longe das telonas, isso pra mim é uma quase-morte. Não sou do tipo de pessoa que vai ao cinema para comer pipoca ou namorar, não que eu nunca tenha feito essas coisas, mas de maneira geral, ir ao cinema para mim tem outro significante. Talvez por isso, eu prefiro ir sozinha. Aliás, faço muitas coisas sozinha, que dizer fazia, porque agora faço quase nada.
Alguns dizem: se anima! Vamos pra tal lugar, vamos isso, vamos aquilo. Calma aí! Eu não posso blefar comigo mesma. Não existe essa estória de “se anima” para ver “se você melhora”. Por que as pessoas têm ojeriza da tristeza? Estar triste não é de todo ruim, não confundam com estar sempre triste, faz com que reavaliemos nossas vidas, como estou fazendo agora, mesmo que o resultado imediato seja decepcionante. Mas nos revisitamos para melhorar. Para tentar não repetir os mesmos erros, repensar os acertos, festejar o sucesso. A tristeza tem seu tempo, não podemos passar uma navalha nisso. Devemos, sim, ter consciência do que nos acontece, respeitar o momento e procurar melhorar, sempre, nunca desanimar. E é essa esperança que deposito em 2006, por mais que o fog contribua para o contrário. Só apareço aqui ano que vem.
trilha sonora: Bod Dylan - Like a Rolling Stone
Em tempo: Bob Dylan estará no Rio de Janeiro em 2006. Pessoas muito felizes geralmente não gostam do Dylan. Será que o show estará vazio ou cheio?
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